quinta-feira, junho 15, 2006

Um bloger escreveu este poema num comentário. Achei muito bonito:

Incendiaram-me a infância
Bilioteca de sonhos
Com gotas de orvalho
violaram a Primavera
E eu cresci a crédito
No eco das noites brancas
A lembrar-me do coro das velhas

3 Comments:

Blogger Paulo Sempre said...

PROSTITUTA

Posto o Sol da esperança
O medo acaricia-lhe os olhos
Ao espelho as meias pretas
Atenuam-lhe as nódoas roxas dos cifrões.

Mulher sem ventre
Corpo a monte sem passaporte
Sabes do cio o inverno precose
As grutas inundadas por mar alheio
Os adjectivos espancados
E os beijos sem seiva.



PS: Afinal...ela, a prostituta, queria amor somente.

Paulo

19 junho, 2006 02:00  
Blogger mulheres_estejam_caladas said...

descarnado e verdadeiro como é a vida das mulheres que nunca foram o suficientemente importantes para ninguém... A prostituta é alguém chocantemente disponível e visível, porque nunca ninguém teve disponibilidade ou a olhou com amor durante a infancia. Quando não se recebe olhar de cuidado, provoca-se um outro olhar qualquer...

19 junho, 2006 13:41  
Anonymous Anónimo said...

What a great site, how do you build such a cool site, its excellent.
»

22 julho, 2006 16:52  

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